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Projeto: Expedição ANI pelo BRASIL (20 Anos)

Expedição de Vela Oceânica pelo Desenvolvimento Sustentável, Cultura Oceânica e Turismo Náutico do Brasil

Esta expedição, trata-se de um projeto lançado pela Associação Náutica de Itajaí (ANI) comemorando seus 20 anos onde percorrerá o Brasil por 7 meses, divulgando nossa cidade e a pratica da Vela Oceânica com o desenvolvimento Sustentável, além da Cultura e o riquíssimo Turismo Náutico que nosso país oferece!

  1. Introdução

Os valores das práticas esportivas para um País vão muito além do esporte propriamente dito. E nos últimos anos há um número cada vez maior de evidências consideráveis do papel da Vela em fornecer uma ampla variedade de benefícios para comunidades e indivíduos, especialmente o crescimento econômico e o bem estar social. Outros dos principais benefícios da Vela no ponto de vista econômico e social são o turismo náutico e o fortalecimento da economia azul.

Os esportes náuticos atraem turistas de todo o mundo, com perfil específico e que demandam o desenvolvimento de diversas infraestruturas e serviços que proporcionam benefícios de curto, médio e longo prazo para os locais onde são estabelecidos.

Isso se deve ao fato de que o valor que ele gera não ocorre apenas através das visitas e gastos de turistas, mas também envolve a criação de marinas, rampas de acesso, hotéis, construção de estradas e aeroportos e aprimoramento de sistemas de telecomunicações e segurança.

Segundo pesquisa realizada pelo governo português, o mercado de turismo náutico na Europa (principal emissor de turistas náuticos) cresce a taxas que variam entre 8 e 10% ano, firmando-se como um setor de crescente importância na economia do mar, contribuindo diretamente para a geração de emprego, renda, tributos, gerando efeitos multiplicadores para a dinamização de segmentos inter-relacionados e o surgimento de novas oportunidades de negócios e de investimentos, como, por exemplo, o setor de Esportes Náuticos.

O Turismo Náutico vem se popularizando nos últimos anos, modificando a ideia de que turistas de menor poder aquisitivo não fazem parte desse mercado, tornando-se um grande potencial Nacional.

Vale ressaltar que os esportes náuticos, trazem uma mudança cultural por meio de práticas educacionais que possibilitam a inclusão de jovens e crianças em situação de vulnerabilidade e para diversos grupos que encontram no esporte, um refúgio para uma vida de privações.

Em 2022, os projetos de Esportes e o Turismo Náutico devem estar alinhados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e os  Princípios da Cultura Oceânica estabelecidos pela UNESCO, através da chamada “Década do Oceano” (2021 – 2030). Mais do que um conceito, a Cultura Oceânica é uma ferramenta fundamental para o aprimoramento do conhecimento sobre o Oceano e para estimular a participação ativa dos cidadãos e das pares interessadas na implementação de ações sustentáveis. Ela também é uma forma de avançar as práticas de produções sustentáveis, formular políticas marinhas sólidas, promover uma cidadania responsável e incentivar os jovens a iniciar uma carreira na economia azul ou nas ciências do Oceano.

  1. Justificativa

O turismo náutico pode ser considerado uma atividade que promove o desenvolvimento de uma região, devido a transformação do meio e a geração de emprego e renda. A atividade aproveita os bens da natureza sem consumi-los, nem os esgotar, emprega uma grande quantidade de mão-de-obra, não exige investimentos de enormes somas de dinheiro, gera rendas individuais e empresariais, proporciona o ingresso de divisas na balança de pagamentos, origina receitas para os cofres públicos, produz múltiplos efeitos na economia do País, valoriza imóveis e impulsiona a construção civil.

Ao analisar o fenômeno turismo, se deve levar em consideração dois fatores importantes: o interesse dos turistas e o interesse do local que recebe os turistas.

O turismo orientado pela prática de esportes náuticos atrai um perfil de visitantes que difere de acordo com o tipo de embarcação utilizada, tipo de viagem e nacionalidade. De forma geral, os serviços mais utilizados pelos turistas são: restaurantes, atividades esportivas, compras, atividades de ecoturismo (passeios náuticos), atividades culturais, folclore e roteiros turísticos náuticos e terrestres diversificados. Este perfil de turista leva em consideração alguns pré-requisitos importantes e que estão listados a seguir: oferta de infraestrutura e serviços de qualidade, conservação do meio ambiente, segurança, proximidade dos atrativos, atividades de lazer para crianças e adultos e possibilidade de descanso.

Os impactos gerados tanto no emprego quanto na massa salarial, têm grande repercussão social, pois contribuem para o aquecimento do mercado de trabalho gerando mais renda para as famílias. Além disso, o aumento na arrecadação de tributos repercute em mais receita para os Governos Estadual e Municipal, e consequentemente mais recursos disponíveis para a aplicação de investimentos público em educação, saúde, segurança, infraestrutura, promoção e apoio aos eventos.

No entanto o foco exclusivo apenas em esportes náuticos sem o envolvimento das ações necessárias relacionadas ao meio ambiente, educação, ao turismo e a indústria não auxilia na criação de um ciclo autossustentável de desenvolvimento e acaba por frustrar a possibilidade de crescimento do segmento náutico.

Olhando por esta ótica, o setor de turismo associado a eventos esportivos náuticos só tem a acrescentar para a economia do País e para o desenvolvimento do mesmo. Os Projetos em andamento em Itajaí que envolvem a educação de jovens e adultos por meio do uso de esportes náuticos, vêm impactando socialmente as áreas litorâneas que envolvem tais ações. A Associação Náutica de Itajaí e seus parceiros contribuem com a inclusão e a inserção da cultura náutica na vida das pessoas, principalmente através de projetos esportivos relacionados ao vento (vela e remo).

O vento é transformação. Em praticamente todos os locais do Brasil que os esportes náuticos movidos ao vento estão presentes, transformaram os cenários sociais, esportivos, culturais e econômicos das regiões. A parceria natural com o vento modificou a vida e a realidade de inúmeros atletas do mar, rios ou lagoas. Lugares antes não valorizados tornaram-se centros náuticos reconhecidos nacional e mundialmente. Grandes esportistas tornaram-se mestres, campeões do bem e da água. Famílias se fortaleceram e o turismo de experiência se estabeleceu através do vento.

  1. Objetivo Geral

O objetivo geral deste projeto é divulgar os 20 anos de atividades da Associação Náutica de Itajaí, através da realização da  Expedição de Vela pelo Desenvolvimento Sustentável, Cultura Oceânica e Turismo Náutico do Brasil, que será realizado entre os meses de maio a novembro de 2022.

  1. Objetivos específicos
  • Integrar a economia azul (sustentável) e os esportes náuticos por meio de parcerias público privadas;
  • Possibilitar apoio financeiro e logístico para a Expedição de Vela pelo Desenvolvimento Sustentável, Cultura Oceânica e Turismo Náutico do Brasil;
  • Enfatizar a importância dos Projetos de esportes náuticos da ANI para a inclusão social;
  • Divulgar a Cultura Náutica da Cidade de Itajaí no âmbito Nacional;
  • Promover a educação e a mentalidade marítima no cuidado com o meio ambiente marinho do Brasil através de Vivências e Palestras no Barco Escola e ações de Combate ao Lixo do Mar;
  • Valorizar a segurança da navegação e sua conexão com os esportes náuticos;
  • Participar de importantes Regatas e Eventos Nacionais divulgando os Parceiros e Projetos Náuticos de Itajaí.

 

  1. Atividades do Projeto

 

Pensando no desenvolvimento do litoral brasileiro, a Associação Náutica de Itajaí e seus Parceiros propõem o Projeto chamado: “ANI pelo Brasil (20 anos)”, entre os meses de maio a novembro de 2022, com o tema central: Os Esportes Náuticos e a Economia Azul. O Projeto prevê a realização da Expedição de Vela pelo Desenvolvimento Sustentável,  Cultura Oceânica e Turismo Náutico do Brasil, partindo da bela Cidade de Itajaí e percorrendo os Estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

 

O Veleiro da Expedição, o Barco Escola “Gosto D’água II”, um Bruce Farr 38, o qual atuará como ferramenta pedagógica de aprendizagens, proporcionando através de Vivências, o conhecimento náutico para jovens estudantes das Cidades portuárias visitadas. Sempre em parceria com a Marinha do Brasil, a Equipe Técnica da Expedição realizará Palestras sistemáticas com os segmentos públicos e privados da área do Turismo, Meio Ambiente e Esporte, divulgando a importância  da Mentalidade Marítima de Itajaí, os Projetos Náuticos da ANI e a Cultura Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

 

O Projeto ainda prevê a realização de atividades de Combate ao Lixo do Mar e também a participação em importantes Regatas e Eventos Nacionais, como a “Vela Show” em Niterói (RJ), a Regata Aratu- Maragojipe (BA) e a famosa REFENO (Regata de Recife ao Arquipélago Fernando de Noronha).

 

Pretende-se que o Projeto “ANI pelo Brasil (20 anos)” seja uma realização da Associação Náutica de Itajaí em parceria com a Marinha do Brasil, a ilustre Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí, Prefeitura Municipal de Itajaí, Fundação Municipal de Esporte e Lazer de Itajaí, Secretaria Municipal de Turismo e Eventos de Itajaí, Fundação Municipal do Meio Ambiente de itajaí, Confederação Brasileira de Vela, Coletivo Humanáuticos, Instituto Federal de Educação de Santa Catarina, Campus de Itajaí, Empresas Náuticas de Itajaí Federação das Indústrias de Santa Catarina – Alto vale do Itajaí, Marinas, Iates Clubes, Projetos e Comandantes de Vela Oceânica parceiros da ANI. Espera-se com a formação desta Rede de Apoio, o fortalecimento e divulgação nacional da Cultura Náutica de Itajaí, exaltando os projetos esportivos, a economia do mar, o turismo, a educação e o meio ambiente, valorizando a segurança da navegação, os valores que o esporte possibilita.

Devido aos protocolos sanitários referente ao enfrentamento da pandemia de Covid 19, todas as atividades do Projeto devem respeitar as recomendações sanitárias estabelecidas pela Secretarias da Saúde Municipal e Estadual responsáveis.

Vale ressaltar ainda que este Projeto pretende contribuir para o alcance da visão de futuro construída pelos especialistas do setor no painel da Rota Estratégica do Setor de Turismo, a saber: “Turismo diversificado e sustentável, referência em integração de territórios e valorização da cultura local para o encantamento das pessoas, consolidado como destino estrategicamente posicionado nacional e internacionalmente”.

 

  1. Especificação

6.1 Requisitos

Para que este projeto tenha um efetivo funcionamento e impacto, lista-se, a seguir, os requisitos mínimos:

  • Realização de um encontro de apresentação do projeto com os principais atores e entidades envolvidos no segmento;
  • Adesão de empresas privadas e/ou governo como forma de apoio financeiro e/ou logístico ao Projeto “ANI pelo Brasil (20 anos)”.

 

6.2 Premissas

  • O projeto irá contribuir para o fortalecimento e divulgação da cultura náutica em Itajaí;
  • A iniciativa privada relacionada a cadeia produtiva do turismo, meio ambiente, esporte e lazer no Município estarem sensibilizadas da importância do projeto;
  • O Município possuir a infraestrutura mínima necessária para o recebimento do aumento do volume de turistas náuticos.
  1. Período do Projeto:

Maio a Novembro de 2022

  1. Público-Alvo do Projeto

Atletas, Estudantes, Velejadores, Empresários e Gestores de Itajaí e demais Cidades visitadas pelo Projeto

  1. Número de Pessoas Beneficiadas

Diretamente: 300 pessoas (30 pessoas em 10 Estados do Brasil)

Indiretamente: 1.800 pessoas ( Divulgação e Redes Sociais)

 

  1. Proponente: Associação Náutica de Itajaí

Fundada em Janeiro de 2002, a Associação Náutica de Itajaí- ANI– é uma ONG que nasceu do sonho do casal Vilmar e Higina Brás; velejadores de Itajaí que realizaram a volta ao mundo a bordo de um Veleiro em 55 meses de viagem e 32.000 milhas náuticas navegadas. Juntamente com a realização deste feito náutico notável, Vilmar e Higina trouxeram a  experiência internacional da valorização e do potencial do ambiente náutico para a formação dos  jovens. Na realidade social brasileira esta formação está intimamente ligada com a inclusão para reunir jovens e transmitir os conhecimentos adquiridos durante a sua viagem de circunavegação, os fundamentos da educação ambiental e resgatar a cultura náutica de Itajaí. Ao longo dos anos, a ANI contribuiu com o trabalho de revitalização da praia do saco da fazenda, até então completamente assoreado e hoje transformado em local da escola do mar, onde jovens têm contato com a arte da marinharia, fundamentos de remo e vela. Desde 2001 a ANI já atendeu mais de 5 mil jovens com atividades de remo, vela, canoagem e educação ambiental. Em 22 de março de 2004 a ANI foi decretada entidade de Utilidade Pública Municipal através da lei 4.051 e atualmente, atende cerca de 350 crianças por mês no Projeto Navegando pela Cidadania, que estudam em escolas públicas e recebem aulas de esportes náuticos gratuitamente. É oferecido, também, aulas de Remo Clássico, Vela e Educação Ambiental para escolas particulares, pessoas físicas e jurídicas. A ANI em 2012 contemplou dois convênios: o primeiro com o Joinville Iate Clube – JIC e o segundo convênio com o Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha, para uma maior interação dos alunos. Objetivos da ANI: Desenvolver a mentalidade e cultura marítima; Resgatar a cultura e o conhecimento náutico regional; Oferecer e promover a prática de atividades náuticas, atividades culturais, esportivas e educacionais; Fomentar a inclusão social por meio das práticas e valores do ambiente náutico; Desenvolver ações que contribuam para o conhecimento, valorização e preservação do meio ambiente.

  1. Coordenação do Projeto

 

Coordenador do Projeto – Cláudio Fernando Bohlke Copello

 

Início na vela no ano 2001. Prestou provas de Arrais Amador (2002), Mestre Amador (2003) e Capitão Amador (2004). No ano de 2006 , foi para Marinha Mercante onde se formou Mestre de Cabotagem, comandou rebocadores no litoral brasileiro. Inclusive, foi para se dedicar a Ani – Associação Náutica de Itajaí que o Mestre de Cabotagem, formado pela Marinha Mercante se transferiu da cidade de Rio Grande, onde iniciou na vela em 2001, para Itajaí, em 2007. Como voluntário da ANI Copello capitaneou o veleiro escola 60’ Lendário e ministrou cursos de Arrais e Mestre Amador e foi presidente da instituição Associação Náutica de Itajaí de 2009 a 2015. Coordenou o Instituto Kat Schürmann e foi tripulante da expedição U-513, junto à Família Schürmann. Participou de duas edições da stop Over Itajaí – Vor, na equipe Náutica. Coordenou  em 2012 e 2015 o Volvo Ocean Race Academy (evento que incentiva a vela de base) Velejador da equipe Itajai Sailing Team desde 2015. Ministrou curso para o Estaleiro Azimut em 2015, foram 120 alunos, na Verome em Angra dos Reis, na MCP no Guarujá, e mais 2 no Senai em Itajaí. Em 2018 foi leg jumper na regata de volta ao Mundo Volvo Ocean Race (pessoa que na partida faz as manobras, quando vai para New Port EUA, pula na água). No ano de 2019, no veleiro Gosto D’água II foi de Comandante e o Marcelo Bonilla foi de imediato no Projeto Brasil Velejador, foram dando cursos, fazendo travessia e dando palestras referente a ANI com o objetivo de chegar a Recife e fazer a regata REFENO, finalizando o Projeto com  uma histórica palestra em São Luís do Maranhão.

Expedição ANI Completo
Lançamento Expedição ANI

Comments

  1. Impressionante o tamando do universo da vela as suas importâncias para os diversos locais da sociedade. Boa sorte é ter um excelente planejamento. Parabéns Copello!

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