Provavelmente você já deve ter assistido a algum filme com surfistas que não estão no tour da World Surf League (WSL) ou em algum tipo de competição e se perguntou:
Como esse cara ganha a vida?
São os chamados “Freesurfer”.
Todos esses caras são muito bem pagos por suas marcas para aparecerem nestes filmes, principalmente os mais estilosos e com um surf mais retrô.
Os lugares incríveis e as ondas perfeitas e sem crowd são apenas um detalhe para eles.

O “freesurf” é uma vertente do surf onde o seu praticante surfa única e exclusivamente para se divertir, sem se preocupar com a performance e, na maioria das vezes, longe do crowd.
Com a constante busca dos veículos de comunicação por conteúdo, imagens, vídeos e filmes, o freesurf virou uma profissão (muito bem remunerada por sinal). Grandes surfistas acabaram aderindo a esse conceito depois de passarem por problemas na parte profissional.


Alguns por não terem se adaptado com a pressão por resultados em um ambiente competitivo, outros por que gostariam de curtir mais a vida e a família, há também aqueles que gostam apenas de lugares paradisíacos e isolados e os que curtem surfar com vários tipos de pranchas. Todas essas necessidades geram um gasto considerável e o atleta “freesurfer” precisa encontrar alguma fonte de renda.


No meu caso sou empresário pai de família e “freesurfer” vou conciliando essas três paixões que tenho e faço de tudo pra defender dia a pós dia.


Muito difícil levar isso em alto nível mais são minhas três paixões trabalho, família e surf sempre me expirei em alguns “freesurfers” e ainda fui me aprimorando pra pode juntar essas três paixões.

Assim como eu e outros somos um exemplo de surfistas que não se adaptaram ao universo competitivo, apesar de ter participado de vários campeonatos durante anos sempre sob pressão de resultados e nunca se divertindo.


Ao passar do tempo eu como vários outros surfistas começamos a observar que tínhamos muito espaço no meio do surf profissional somente com imagens insanas de tubos, ondas grandes, solitárias, geladas , perfeitas, paradisíacas ou nunca surfadas antes.


Há vários outros surfistas que fizeram o mesmo e acabaram fechando esse tipo de contrato para poderem surfar ao redor do mundo sem se preocupar em competir. É o caso por exemplo de um grandes ícones do esporte, o californiano Rob Machado.


Rob Machado é muito reconhecido, ídolo de muitos e mostra seu surf em qualquer coisa que flutua, adora surfar de Alaia e com pranchas bem retros (biquilhas, monoquilhas) que fazem com que seu estilo seja inconfundível.

Jamie O’brien e Clay Marzo são dois exemplos de freesurfers que poderiam facilmente levantar o caneco do world tour mas que não conseguiram ir adiante no circuito. Eles surfam impressionantemente bem, mas não conseguem reproduzir as suas performances do freesurf em competições.
Apesar de Jamie O’brien já ter ganho a etapa mais atrativa do tour em Pipeline, ele gosta de surfar com os amigos no quintal de sua casa (Pipe), talvez por isso ele tenha se sentido mais a vontade e conseguiu transformar em resultado a tranquilidade de estar surfando onde está acostumado. Clay Marzo também prefere ficar em casa com os amigos, no Kawaii, por coincidência ou não os dois são havaianos.

Os freesurfers, possuem os mesmos compromissos que os profissionais que estão no world tour ou em grandes campeonatos.
Depende do contrato acertado com nossos patrocinadores envolve presença em eventos, filmagens, shootings de coleções de roupa, equipamentos, fotos conceituais da marca, teste de protótipos, entrevistas, revistas, sites de conteúdo e também um forte trabalho em seu marketing pessoal com suas redes sociais em tudo que associe a imagem deles e da marca junto ao público.
Resumindo, são eles que propagam todo o lifestyle e passam pra frente o conceito defendido pela marca ou seja, somos influenciadores.
Por mais que seja puro marketing, foi a maneira encontrada por nós de não desperdiçarmos todo o nosso talento e o amor pelo surf em qualquer outro tipo de trabalho que serviria apenas para gerar caixa.

Por mais que pareça tentador, não é tão simples se transformar em um freesurfer do dia para a noite.

Rodrigo Cutelo.

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